segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

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domingo, 22 de fevereiro de 2015

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Ex-baixista da Legião Urbana é encontrado morto no Guarujá

Ex-baixista da Legião Urbana é encontrado morto no Guarujá

DE SÃO PAULO

22/02/201514h36

O ex-baixista da banda Legião Urbana, Renato Rocha, 53, conhecido como Negrete, foi encontrado morto na manhã deste domingo (22) em um hotel próximo à praia da Enseada, no Guarujá.

A informação foi confirmada pela polícia e pela página oficial que parentes de Rocha mantêm no Facebook. O ex-baixista foi encontrado sentado, encostado à porta, sem sinais de violência ou vestígios de drogas. A causa mais provável, segundo a página, é parada cardíaca.

"Segundo informações de seu irmão, dr. Roberto da Silva Rocha, a governanta que cuida de Renato Rocha foi ao quarto, chamou e ele não atendeu. Abriram a porta e ele estava caído. A polícia fez vistoria e não tinha sinais de violência nem drogas, foi ataque cardíaco", diz trecho da mensagem publicada por volta das 13h deste domingo na página de Rocha.

O corpo de Rocha foi levado ao IML (Instituto Médico Legal) no início da tarde, onde passará por exames.

Flávio Colker/Divulgação
Renato Rocha, o último da esq. para a dir. foi encontrado morto no Guarujá
Renato Rocha, o último da esq. para a dir. foi encontrado morto no Guarujá

Negrete foi baixista da banda por 4 dos 13 anos de existência do grupo e colaborou com os três primeiros álbuns do grupo: "Legião Urbana" (1985), "Dois" (1986) e "Que País É Esse? (1987). Também participou da composições de canções como "Ainda É Cedo", "Daniel na Cova dos Leões", "Quase Sem Querer" e "Mais do Mesmo".

Por conta das drogas, foi expulso por decisão dos demais integrantes, Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá.

Após ser mostrado na televisão morando nas ruas, em 2012, passou a receber amparo do herdeiro de Renato Russo, Giuliano Manfredini, para fazer tratamento contra a dependência química. Ele ficou internado em uma clínica em Cotia.

No ano passado, quando um novo site da banda foi posto no ar por Manfredini –sem o conhecimento de Dado e Bonfá–, o ex-baixista virou o principal ponto de discórdia.

A galeria de fotos da página, ainda no ar dessa forma, diz mostrar a "formação clássica" do grupo. Todas as 15 imagens disponíveis mostram Renato Russo, Dado e Bonfá com Renato Rocha.

"Não cabe o Renato Rocha estar em todas as imagens. Isso deve fazer parte de uma estratégia maquiavélica do detentor da marca [Legião Urbana]. É muito estranho. Foi o próprio pai do herdeiro que mandou o Negrete embora, com o nosso aval", disse Dado à Folhana época.

"Ele [Manfredini] está tentando modificar a história do grupo. A história está toda contada fora de contexto nos textos do site. É uma aberração."

Procurado pela reportagem, à época, Manfredini respondeu, por meio da sua assessoria de imprensa, que a presença de Negrete em todas as fotos não é intencional.

Dado e Bonfá brigam na Justiça contra Manfredini desde 2012, reivindicando participação na propriedade da marca Legião Urbana. Os músicos querem ser incluídos na sua administração, oficialmente entregue só a Renato Russo, já que, quando o registro foi feito, no início dos anos 1990, o nome ficou com uma empresa somente do cantor.

REPERCUSSÃO
Em sua página no Facebook, o ex-guitarrista da Legião, Dado Villa-Lobos, publicou uma foto do conjunto e homenageou o ex-colega. "Fica a melhor lembrança, encontrou a paz. E, há tempos, muita saudade...", escreveu.

Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo, lembrou do "grande amigo de meu pai". "Recebo a notícia com profunda tristeza e, paradoxalmente, com a leveza de ter podido estar ao seu lado nos últimos tempos, compreendendo-lhe e amparando grande amigo de meu pai. Músico virtuoso, espírito de criança, ser humano generoso e profundamente bom, foi um dos companheiros de Renato Russo desde os primórdios da Legião Urbana".

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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Apoio estas causa e vocês?



Mensagem do Papa para a Quaresma.

Mensagem do Papa para a Quaresma

"Amados Irmãos e Irmãs, empreendamos confiadamente o itinerário quaresmal, animados por uma mais intensa oração, penitência e atenção aos necessitados" (João Paulo II, Mensagem para a Quaresma de 2004).

OPUS DEI

Caríssimos Irmãos e Irmãs! 1. Com o sugestivo rito da imposição das Cinzas tem início o tempo sagrado da Quaresma, durante o qual a liturgia renova aos crentes o apelo a uma conversão radical, confiando na misericórdia divina.

O tema deste ano — «Quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim» (Mt 18, 5) — oferece a oportunidade de refletir sobre a condição das crianças; crianças que Jesus continua hoje a chamar a Si e a indicar como exemplo para aqueles que desejam tornar-se seus discípulos. As palavras de Jesus constituem uma exortação a examinar como são tratadas as crianças nas nossas famílias, na sociedade civil e na Igreja; e são também um estímulo a apreciar aquela simplicidade e confiança que o crente deve cultivar, imitando o Filho de Deus que compartilhou a sorte dos pequeninos e dos pobres. A este propósito, Santa Clara de Assis gostava de dizer que Ele, nascido, foi «reclinado numa manjedoura, viveu pobre sobre a terra e ficou despido na cruz» (Testamento,Fontes Franciscanas, n. 2841).

Jesus amou as crianças como suas prediletas pela sua «simplicidade e alegria de viver, a sua espontaneidade e a sua fé cheia de assombro» (Angelus de 18.12.1994). Por isso, quer que a comunidade as acolha, com os braços e o coração abertos, como se fosse a Ele mesmo: «Quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim» (Mt 18, 5). E a par das crianças, Jesus coloca os «irmãos mais pequeninos», ou seja, os pobres, os necessitados, os famintos e sedentos, os forasteiros, os nus, os doentes e os presos. A atitude que se tomar para com eles — acolhê-los e amá-los ou, ao invés, ignorá-los e rejeitá-los — é a mesma que se tem com Jesus, o Qual neles se torna particularmente presente.

2. O Evangelho narra a infância de Jesus na casa pobre de Nazaré onde, submisso a seus pais, «crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens» (Lc 2, 52). Quis fazer-Se criança para compartilhar a experiência humana. «Aniquilou-Se a Si próprio — escreve o Apóstolo Paulo — assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz» (Fl 2, 7-8). Quando, aos doze anos, ficou no templo de Jerusalém, disse aos pais que, angustiados, O procuravam: «Porque razão Me procuráveis? Não sabíeis que Eu tenho de estar na Casa de meu Pai?» (Lc 2, 49). Na verdade, toda a sua existência foi caracterizada por uma confiante e filial submissão ao Pai celeste: «O meu alimento — dizia Ele — consiste em fazer a vontade d'Aquele que Me enviou e em dar cumprimento à sua obra» (Jo 4, 34).

Nos anos da sua vida pública, várias vezes afirmou que só entraria no Reino dos Céus quem conseguisse tornar-se como as crianças (cfr. Mt 18, 3; Mc 10, 15; Lc 18, 17; Jo 3, 3). Nas suas palavras, a criança aparece como imagem eloquente do discípulo que é chamado a seguir o divino Mestre com a docilidade de um menino: «Quem for humilde como esta criança, esse será o maior no Reino dos Céus» (Mt 18, 4).

«Tornar-se» pequenino e «acolher» os pequeninos: são dois aspectos dum único ensinamento que o Senhor hoje repropõe aos seus discípulos. Somente quem se fizer «criança» é que será capaz de acolher com amor os irmãos mais «pequeninos».

3. Muitos são os crentes que procuram seguir fielmente estes ensinamentos do Senhor. Gostaria de recordar aqui os pais que não hesitam em tomar a seu cuidado uma família numerosa, as mães e os pais que, no cimo das suas prioridades, colocam, não a busca do sucesso profissional e da carreira, mas a preocupação por transmitir aos filhos aqueles valores humanos e religiosos que verdadeiramente dão sentido à existência.

Penso com reconhecida admiração em quantos cuidam da formação da infância em dificuldade e aliviam os sofrimentos das crianças e dos seus familiares, causados pelos conflitos e a violência, pela falta de alimento e de água, pela emigração forçada e por tantas formas de injustiça existentes no mundo.

Contudo, a par de tanta generosidade, deve-se registrar também o egoísmo daqueles que não «acolhem» as crianças. Existem menores profundamente feridos pela violência dos adultos: abusos sexuais, aviamento à prostituição, envolvimento na venda e no uso da droga; crianças obrigadas a trabalhar ou alistadas para combater; inocentes marcados para sempre pela desagregação familiar; pequenos sumidos no ignóbil tráfico de órgãos e pessoas. E que dizer da tragédia da Aids com consequências devastadoras na África? Fala-se já de milhões de pessoas atingidas por este flagelo, e muitíssimas delas contagiadas desde o nascimento. A humanidade não pode fechar os olhos perante um drama tão preocupante!

4. Que mal fizeram estas crianças para merecer tanto sofrimento? Dum ponto de vista humano, não é fácil, antes talvez seja impossível, encontrar resposta para esta pergunta inquietante. Só a fé nos ajuda a penetrar num abismo tão profundo de sofrimento. Jesus, «obedecendo até à morte e morte de cruz» (Fl 2, 8), assumiu sobre Ele o sofrimento humano, iluminando-o com a luz esplendorosa da ressurreição. Com a sua morte, venceu para sempre a morte.

Durante a Quaresma, preparamo-nos para reviver o Mistério Pascal, que ilumina com a esperança a nossa existência inteira, incluindo os seus aspectos mais complexos e dolorosos. A Semana Santa voltará a propor-nos, através dos ritos sugestivos do Tríduo Pascal, este mistério de salvação.

Amados Irmãos e Irmãs, empreendamos confiadamente o itinerário quaresmal, animados por uma mais intensa oração, penitência e atenção aos necessitados. Que a Quaresma seja, de modo particular, uma ocasião útil para dedicar maior cuidado às crianças, no seu próprio ambiente familiar e social: elas são o futuro da humanidade.

5. Com a simplicidade típica das crianças, voltamo-nos para Deus, chamando-Lhe — como Jesus nos ensinou — «Abba», Pai, na oração do «Pai nosso».

O Pai nosso! Repitamos frequentemente esta oração durante a Quaresma, repitamo-la com íntimo enlevo. Chamando a Deus «Pai nosso», tomaremos consciência de ser seus filhos e sentir-nos-emos irmãos entre nós. Deste modo, ser-nos-á mais fácil abrir o coração aos pequeninos, de acordo com o convite de Jesus: «Quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim» (Mt 18, 5).

Com estes votos, sobre cada um invoco a bênção de Deus, por intercessão de Maria, Mãe do Verbo de Deus feito homem e Mãe da humanidade inteira.

Vaticano, 8 de Dezembro de 2003.