OU SERÁ AÉCIO GOVERNADOR?
VAI SER UMA BRIGA BOA.
MARCO MARCÃO CAVALCANTE.
Marcelo Portela, correpondente de O Estado de S.Paulo
BELO HORIZONTE - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) assumiu
nesta segunda-feira, 6, que a declaração do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso de que ele é o "candidato óbvio" do partido para a
disputa presidencial em 2014 é um "estímulo a uma possível candidatura"
para enfrentar o PT. Aécio classificou FHC como um "pensador moderno,
contemporâneo" e afirmou que as análises do correligionário "devem ser
sempre ouvidas" e são uma "referência" para a legenda, que preteriu o
mineiro em favor do ex-governador José Serra, derrotado pela então
candidata Dilma Rousseff na corrida presidencial de 2010.
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Divulgação
Aécio agradeceu FHC, mas discordou das críticas do ex-presidente ao papel da oposição
No entanto, o senador declarou que discorda em relação às críticas
feitas pelo ex-presidente aos integrantes da oposição. Em artigo
publicado no domingo, 5, apesar de voltar a defender a candidatura de
Aécio, FHC afirmou que o ex-governador de Minas Gerais ainda está em
"fase de teste" e questionou se o mineiro se arriscaria a dizer
"verdades inconvenientes", alfinetando ainda a voz "rouca" ou
"sussurrada" da oposição. "Tenho conversado muito com o presidente
Fernando Henrique. Suas análises são ou devem ser sempre ouvidas e
aprofundadas. Em relação ao papel da oposição, eu vejo essa crítica
permanente de que a oposição é frágil, não é vigorosa. Tenho divergência
em relação a essa visão", disse.
Segundo Aécio, é "natural" que neste momento o governo se sobressaia
no cenário político, mas as irregularidades e a "inépcia" na
administração pública vão se encarregar de reduzir a popularidade da
presidente e que, com o tempo, "a oposição obviamente vai ter seu papel
reconhecido". "Estamos saindo do primeiro ano do mandato da presidente
Dilma. É natural que o protagonismo da cena política seja daqueles que
venceram as eleições. (Mas) a oposição tem se manifestado com
extrema firmeza a respeito de todas essas denúncias de malfeitos que
ocorreram dentro do governo", disse.
Ao rebater as declarações de FHC, o senador aproveitou para lembrar
vários problemas e irregularidades que marcaram o primeiro ano de
governo da presidente, considerado pelo tucano "frágil do ponto de vista
gerencial". "O tempo vai mostrar isso. Não podemos ter ilusão de que
num primeiro momento de um governo recém-eleito nós vamos ver todas
mazelas aparecerem. Mas com o tempo vai ficar muito claro de que o
governo do aparelhamento não é bom para o Brasil. O Brasil merecia um
governo baseado muito mais na meritocracia do que na filiação
partidária", disparou.
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