VAMOS DAR A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR.
DOS 41 VEREADORES, 22 VOTARAM A FAVOR E 15 , NÃO VOTARAM ( O QUE TAMBÉM É ALGO NO MÍNIMO ESTRANHO JÁ QUE DEVERIAM ESTAR NA CAMARA MUNICIPAL PARA REPRESENTAR A CIDADE, O QUE NÃO FOI FEITO ) E APENAS 3 VOTARAM CONTRA O REAJUSTE DE 61 %. NÃO ESQUEÇAMOS QUE NO FINAL DO ANO PASSADO, NEM SEQUER DERAM IMPORTÂNCIA PARA O FATO. MAS, A MOBILIZAÇÃO NAS REDES SOCIAIS E OPINIÃO PÚBLICA FIZERAM COM QUE ESTES "MUDASSEM" DE IDÉIA. MAS, PODEMOS PENSAR QUE POR RECEIO DE SER ANO ELEITORAL. ALGUNS TENTAM PASSAR COMO DEFENSOR DO VETO, MESMO APROVANDO ANTERIORMENTE.
ACORDA, BH.
FIQUEMOS VIGILANTES E VAMOS DIZER NÃO AOS "ESPERTOS".
MARCO CAVALCANTE
Voto é secreto, mas Burguês assegura veto
Apesar de movimentos contrários na Câmara, presidente da Casa garante que posição do prefeito será mantida pelo Legislativo
flávio tavares - 06/02/2012
Bastidores: há receio de que os acordos para manter veto de Lacerda sejam descumpridos
Embora a votação do
veto do prefeito Marcio Lacerda (PSB) ao reajuste de 61,8% para o
salários dos vereadores seja secreta, o presidente da Câmara de Belo
Horizonte, Léo Burguês (PSDB), garante que a Casa vai manter a decisão
do Executivo. O veto será votado em plenário, nesta quinta-feira (9).
São necessários 21 votos a favor da decisão do prefeito para que a
proposta não seja sancionada. Entretanto, há nos bastidores receio de
que os acordos realizados para manter o veto sejam descumpridos e o
reajuste seja aprovado.
As 19 lideranças das bancadas confirmam que a orientação dos partidos
também é pelo veto, assim como o relatório da Comissão Especial criada
para analisar a decisão do prefeito. A mudança de opinião ocorre depois
da intensa pressão popular contrária ao reajuste dos parlamentares. Como
nesse ano haverá eleição municipal, as legendas e os próprios
vereadores temem o desgaste de aprovar o reajuste agora.
“A Casa está sensível e não temos outra opção que não seja manter o
veto do prefeito. Embora a assessoria jurídica da Câmara e dos
vereadores concordem com a constitucionalidade do projeto, estamos
mantendo o veto por causa da vontade popular”, justifica o presidente
Léo Burguês.
O tucano afasta qualquer possibilidade de os parlamentares
apresentarem outra proposta de reajuste sem discutir com a população.
“Assumo o compromisso de não apresentar nenhuma nova proposta de
reajuste para os parlamentares sem antes realizar um amplo debate
público com a sociedade sobre isso”, promete o presidente.
Ainda segundo Burguês, o ano eleitoral forçou a população a discutir
as ações que são promovidas na Câmara. “Não apenas encaro essa reação
como positiva como convoco os belo-horizontinos a comparecerem à Casa na
quinta-feira para que acompanhem a votação”, convida.
Se o chamado de Burguês soa como certeza de que o veto de Lacerda não
será derrubado pelos seus pares, na prática e nos bastidores, muitos
vereadores andam com o pé atrás na decisão. Para garantir que todos os
seis parlamentares do PT, por exemplo, confirmem o veto, o líder da
bancada do partido na Casa, Adriano Ventura, entrou em consenso com os
colegas e a votação será feita em grupo. “O salário que se propõem é, de
fato, incompatível com a realidade da população”, diz.
O líder do PSB, Daniel Nepomuceno, confirmou que votará pelo veto,
mas admitiu que há um movimento pela derrubada da decisão do prefeito.
“Existe a possibilidade porque nada de concreto foi apresentado aos
vereadores quanto ao posicionamento futuro em relação ao salário”.
Já o vereador Preto não apenas garantiu que manterá o veto, como tem certeza que os colegas farão o mesmo. “Se o vetor for derrubado, entrego meu cargo”, promete.


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