quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

VAMOS DAR A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR.

VAMOS DAR A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR.


DOS 41 VEREADORES, 22 VOTARAM A FAVOR E 15 , NÃO VOTARAM ( O QUE TAMBÉM É ALGO NO MÍNIMO ESTRANHO JÁ QUE DEVERIAM ESTAR NA CAMARA MUNICIPAL PARA REPRESENTAR A CIDADE, O QUE NÃO FOI FEITO ) E APENAS 3 VOTARAM CONTRA O REAJUSTE DE 61 %. NÃO ESQUEÇAMOS QUE NO FINAL DO ANO PASSADO, NEM SEQUER DERAM IMPORTÂNCIA PARA O FATO. MAS, A MOBILIZAÇÃO NAS REDES SOCIAIS E OPINIÃO PÚBLICA FIZERAM COM QUE ESTES "MUDASSEM" DE IDÉIA. MAS, PODEMOS PENSAR QUE POR RECEIO DE SER ANO ELEITORAL. ALGUNS TENTAM PASSAR COMO DEFENSOR DO VETO, MESMO APROVANDO ANTERIORMENTE. 

ACORDA, BH. 


FIQUEMOS VIGILANTES E VAMOS DIZER NÃO AOS "ESPERTOS".



MARCO CAVALCANTE


Voto é secreto, mas Burguês assegura veto

Apesar de movimentos contrários na Câmara, presidente da Casa garante que posição do prefeito será mantida pelo Legislativo


flávio tavares - 06/02/2012
camara bh
Bastidores: há receio de que os acordos para manter veto de Lacerda sejam descumpridos


Embora a votação do veto do prefeito Marcio Lacerda (PSB) ao reajuste de 61,8% para o salários dos vereadores seja secreta, o presidente da Câmara de Belo Horizonte, Léo Burguês (PSDB), garante que a Casa vai manter a decisão do Executivo. O veto será votado em plenário, nesta quinta-feira (9). São necessários 21 votos a favor da decisão do prefeito para que a proposta não seja sancionada. Entretanto, há nos bastidores receio de que os acordos realizados para manter o veto sejam descumpridos e o reajuste seja aprovado.

As 19 lideranças das bancadas confirmam que a orientação dos partidos também é pelo veto, assim como o relatório da Comissão Especial criada para analisar a decisão do prefeito. A mudança de opinião ocorre depois da intensa pressão popular contrária ao reajuste dos parlamentares. Como nesse ano haverá eleição municipal, as legendas e os próprios vereadores temem o desgaste de aprovar o reajuste agora.

“A Casa está sensível e não temos outra opção que não seja manter o veto do prefeito. Embora a assessoria jurídica da Câmara e dos vereadores concordem com a constitucionalidade do projeto, estamos mantendo o veto por causa da vontade popular”, justifica o presidente Léo Burguês.

O tucano afasta qualquer possibilidade de os parlamentares apresentarem outra proposta de reajuste sem discutir com a população. “Assumo o compromisso de não apresentar nenhuma nova proposta de reajuste para os parlamentares sem antes realizar um amplo debate público com a sociedade sobre isso”, promete o presidente.

Ainda segundo Burguês, o ano eleitoral forçou a população a discutir as ações que são promovidas na Câmara. “Não apenas encaro essa reação como positiva como convoco os belo-horizontinos a comparecerem à Casa na quinta-feira para que acompanhem a votação”, convida.

Se o chamado de Burguês soa como certeza de que o veto de Lacerda não será derrubado pelos seus pares, na prática e nos bastidores, muitos vereadores andam com o pé atrás na decisão. Para garantir que todos os seis parlamentares do PT, por exemplo, confirmem o veto, o líder da bancada do partido na Casa, Adriano Ventura, entrou em consenso com os colegas e a votação será feita em grupo. “O salário que se propõem é, de fato, incompatível com a realidade da população”, diz.

O líder do PSB, Daniel Nepomuceno, confirmou que votará pelo veto, mas admitiu que há um movimento pela derrubada da decisão do prefeito. “Existe a possibilidade porque nada de concreto foi apresentado aos vereadores quanto ao posicionamento futuro em relação ao salário”.


Já o vereador Preto não apenas garantiu que manterá o veto, como tem certeza que os colegas farão o mesmo. “Se o vetor for derrubado, entrego meu cargo”, promete.

reajuste salarial

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