quinta-feira, 10 de maio de 2012

Oito nomes ampliam racha nas eleições em Belo Horizonte

Oito nomes ampliam racha nas eleições em Belo Horizonte




Sem consenso para indicar o candidato a vice-prefeito na chapa de Marcio Lacerda em BH, multiplicam-se na legenda os perfis técnicos que amenizariam a disputa entre os caciques



Bertha Maakaroun -



Publicação: 10/05/2012 06:00 Atualização: 10/05/2012 07:59





Clique na imagem para ampliá-la

O PT de Belo Horizonte vive um novo impasse político. Há oito nomes que disputam a indicação de vice-prefeito na chapa de Marcio Lacerda (PSB). O embate pelo cargo antecipa a disputa interna de 2016, já que o escolhido será a opção natural do partido para concorrer à reeleição à PBH. Não bastasse isso, há mais um motivo para que caciques da legenda se mobilizem na briga pela posição. Marcio Lacerda poderá se tornar um curinga na disputa pelo Palácio da Liberdade em 2014, viável tanto para o PSDB quanto para o PT.



O resultado da briga pela indicação do vice é incerto se as tendências se enfrentarem no dia 20, data do novo encontro para a escolha do nome, que será feita em dois turnos. Numa tentativa de ampliar o prazo para a busca de entendimento, o grupo de tática eleitoral debateu a possibilidade de estender o prazo, que se encerraria na segunda-feira, para o registro das candidaturas a vice-prefeito. A decisão será tomada amanhã, em nova reunião.





Saiba mais...

A seis meses das eleições, Carvalho afaga evangélicos

Comando do PT e Lacerda afinados para as eleições

Brecha para "caloteiros" se candidatarem às eleições municipais

Prefeitos cobram apoio de deputados estaduais nas eleições 2012 Sem esconder a intenção de ser o candidato do PT à Prefeitura de Belo Horizonte em 2016, o deputado federal Miguel Corrêa Jr. articula a sua candidatura a vice. Ele apostou, na primeira fase dos encontros de tática eleitoral – quando ainda se discutia se a legenda teria candidatura própria ou se manteria a aliança com Lacerda –, que obteria o apoio formal do vice-prefeito Roberto Carvalho. Os delegados do deputadoe os do vice-prefeito somariam 52% dos votos do encontro. Mas como Carvalho cultiva também o sonho de concorrer à PBH em quatro anos, reduziram-se as chances de apoiar Miguel Corrêa Jr. agora. Corrêa mantém o apoio do presidente estadual do PT, Reginaldo Lopes, que conta com 8% dos delegados.



“Um nome de consenso” é o que busca Carvalho para a indicação do vice. Essa é a senha para a proposta que privilegia nomes neutros, técnicos sem pretensões políticas para 2016. “Não estou apoiando Miguel Corrêa Jr. A minha tese é a do consenso. Precisamos unir o partido”, afirma o vice-prefeito. São dois os nomes dele: Palova Mendes, chefe de Gabinete de Carvalho, e Luiz Gustavo Fortini Martins Teixeira, engenheiro de carreira da Sudecap com bom trânsito em todas as tendências petistas. “Se a tese do consenso prevalecer, vamos abrir a discussão em torno de outros nomes”, considera Carvalho. O procurador-geral do Município, Marco Antônio Rezende Teixeira, e o secretário municipal de Política Social, Jorge Nahas, também surgem como opções neutras.



Cabos eleitorais



“Considero o deputado estadual André Quintão o melhor nome para o PT recuperar a interlocução com os movimentos sociais e com a cidade, capaz também de transitar em todas as correntes internas para ajudar na unidade e na retomada da legenda em BH”, defendeu o ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias. Há dificuldades, porém, para viabilizar André Quintão, que não está no campo próximo ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Já o ex-deputado federal Virgílio Guimarães joga todas as fichas no secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Murilo Valadares. “Apoiamos o Murilo e não abrimos mão de jeito nenhum”, avisa. “Vai ter votação, vai ter bate chapa. Ninguém abriu mão até agora. Ninguém tem razão para isso”, assinala Virgílio. Para o deputado estadual Paulo Lamac, outro pré-candidato, se não houver consenso, a questão é saber quem concorrerá com Miguel Corrêa Jr. no segundo turno. Será um momento em que os nomes técnicos ganharão força, mas também aqueles com bom trânsito em todas as correntes – e interlocução de Patrus a Pimentel –, à medida que tentarão atrair o apoio da corrente Articulação, a que ambos pertencem.

Nenhum comentário: